Rio - Diante das especulações sobre a reforma
ministerial do governo, o ministro Manoel Dias (PDT) confirmou as
negociações com a presidente Dilma Rousseff para a fusão dos ministérios
do Trabalho e da Previdência e indicou que o PDT terá apenas uma pasta
na Esplanada dos Ministérios. Segundo o ministro, o partido decidiu
permanecer no governo, mas "independentemente" da permanência, apoiará a
presidente "para garantir o processo democrático".
"PDT está conversando com a presidente Dilma e tomou a decisão de
permanecer no governo. No momento em que estamos vivendo não há como
fragilizar um governo e fazer o jogo de setores sectários da direita que
querem romper com o processo democrático", afirmou o ministro, após
inaugurar um posto de atendimento no Rio. "Quem perdeu pode se
manifestar. Se quiser fazer panelaço, faça. Mas não pode interromper o
processo democrático que elege presidentes de quatro em quatro anos",
afirmou. "Aqueles que não querem aceitar o resultado, se preparem para
disputar as eleições de 2018. Quem ganha governa, quem não ganha
fiscaliza", argumentou.
Dias sinalizou ainda que poderá deixar o Ministério, mas ressaltou
que quem decide sobre sua permanência é o partido. "O PDT terá apenas um
ministério, se não for do Trabalho, será outro que ela determinar",
disse o ministro, que não quis detalhar nomes cotados para assumir o
ministério das Comunicações, que foi oferecido ao partido pela
presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a decisão final sobre a
participação do partido será definida após a viagem da presidente aos
Estados Unidos.
O ministro disse que o PDT tem preferência em permanecer com a pasta
do Trabalho,"o ministério que mais tem agenda positiva". "Nossa
preferência seria pelo Trabalho, do ponto de vista político, ideológico,
programático, histórico."
Ele confirmou que está sendo discutida a fusão com a Previdência e
disse que se trata de dois ministérios muito fortes, muito grandes. "Por
três vezes se fez essa junção e da última durou seis meses. São
ministérios que mais têm postos de atendimento pelo Brasil afora, então
crescer demais pode prejudicar o atendimento na ponta", disse.
Dias ainda defendeu que o PDT lance candidatura própria para a
presidência em 2018. "É desejo do partido e um dever de propor um modelo
de país que nós sonhamos. Podemos ser em 2018 a grande alternativa do
campo popular. Mas é importante construir uma proposta que possa
emocionar a população. Ciro Gomes hoje é o nome mais representativo",
afirmou.

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